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Cirurgia plástica estética deve ser utilizada como aliada, porém sem excessos

Cirurgia plástica estética deve ser utilizada como aliada, porém sem excessos

A cirurgia plástica é uma especialidade cirúrgica derivada da cirurgia geral. Desde a antiguidade encontram-se relatos de técnicas cirúrgicas que tinham como objetivo a reparação de defeitos corporais, como por exemplo o papiro de Edwin Smith do Egito antigo (aproximadamente 2500 a.C.) onde havia referência a tratamento de fraturas ósseas mandibulares, nasais e cranianas e os registros de Sushruta na Índia (1750 a.C) onde se descrevia a reconstrução do nariz com o uso de transferência da pele da região frontal. No século XX, com a frequente ocorrência de guerras e com o aumento do poder de destruição das armas utilizadas, houve a necessidade de criação de novas técnicas para o tratamento dos feridos, transformando a cirurgia plástica em uma especialidade médica. Desde então, o desenvolvimento na área se fez de maneira ampla chegando ao que é nos dias atuais, atuando no tratamento de queimados, nas reconstruções após as ressecções de câncer das diversas partes do corpo, nas correções de más-formações congênitas, nas correções das sequelas dos traumatismos e nas alterações estéticas. Trata-se, portanto, de uma das especialidades mais complexas e mais completas da medicina. Sendo assim, para se atuar nesta área há a necessidade de uma sólida formação composta por seis anos do curso de medicina, dois anos de residência médica em cirurgia geral e três anos de residência médica em cirurgia plástica.


Dentre todas as áreas de atuação da cirurgia plástica a que mais se destaca em nosso país e talvez no mundo é a cirurgia estética. Que fique bem claro que se trata de cirurgia plástica estética, não se confundindo com a medicina estética, área de atuação que se tem divulgado ultimamente, mas que não é reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de Medicina.

Na sua atuação o cirurgião plástico lida com a insatisfação do paciente em relação a alguma região de seu corpo e com a expectativa do mesmo quanto ao resultado da cirurgia. É dever do cirurgião identificar se o que o paciente espera é possível realizar com as técnicas disponíveis, devendo conter expectativas irreais e mesmo contra indicar cirurgias que não venham trazer ao paciente o benefício esperado. Deve ainda o profissional sempre evitar os excessos, pois não é possível na sexta década de vida ter-se uma face da terceira, a beleza está na harmonia, não no excesso. As marcas do tempo são registros de tudo o que vivemos e da experiência que adquirimos e não devem ser totalmente apagadas. Os procedimentos devem ser utilizados para se amenizar as marcas, porém sem descaracterizar o paciente. As pálpebras devem fazer a cobertura e a proteção do globo ocular, assim como o nariz antes de ser pequeno e delicado deve permitir a respiração, de nada adianta a forma sem a função. Ainda algumas características raciais devem ser sempre respeitadas. Cabe, portanto, ao profissional juntamente com seu paciente buscar o equilíbrio e não permitir que os excessos ocorram.

Serviço: Dr. Walfredo Cherubini Fogaça
Cirurgião Plástico e Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Rua Pernambuco, 3460 - Redentora
São José do Rio Preto - SP
(17) 3231-8200

Fonte: Patrícia Ribeiro
Intermídia Comunicação
(17) 3353-2083
patricia@intermidiariopreto.com.br

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