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O cinquentenário das próteses de mamas

O cinquentenário das próteses de mamas

As próteses de silicone para as mamas completam em 2012 cinquenta anos de existência, tendo sido idealizadas nos EUA em 1962, pelo grupo do cirurgião plástico Thomas Cronin. Tudo começou quando o médico residente Frank Gerow foi ao banco de sangue pegar material para realizar uma transfusão em um paciente.  Naquela época os bancos de sangue americanos estavam substituindo os frascos de vidro por bolsas plásticas para o armazenamento do sangue. Gerow veio andando pelos corredores do hospital e apalpando a bolsa de sangue achou que ela tinha uma consistência ao toque parecida com a da mama feminina, comentando isto com Dr. Cronim. Em um congresso de cirurgia plástica em New Orleans, Cronim encontrou um antigo residente de seu serviço que relatou que uma companhia americana estava lançando o silicone para uso médico, com baixíssima reação inflamatória quando implantado e que podia ser fabricado numa grande variedade de espessura e viscosidade, desde o líquido até o sólido. Cronim pensou: se é possível fazer o produto sólido, pode-se fazer uma embalagem de silicone, e se é possível fazer o silicone líquido, o mesmo pode preencher a embalagem. Deste modo das ideias de Gerow e Cronim nasceu o protótipo da primeira prótese de silicone que foi implantada em uma cachorra de nome Esmeralda e deu certo. Com o passar dos anos inúmeras pesquisas e aperfeiçoamentos foram realizados havendo um melhora intensa da qualidade e da segurança das próteses, chegando-se ao que temos à disposição nos dias de hoje. 

A inclusão de próteses de mamas é atualmente um dos procedimentos mais populares em cirurgia plástica. Estima-se que cerca de 10 milhões de mulheres sejam portadoras destas próteses em todo o mundo, quer por razões estéticas, quer por razões de reconstrução de mamas após a ressecção das mesmas por câncer.

O procedimento é seguro, assim como a presença das próteses a longo prazo no corpo das pacientes. Recentemente diversos estudos foram realizados em vários centros médicos e nenhum destes associou à presença de próteses mamárias uma maior ocorrência de câncer de mamas ou de outras doenças quaisquer. Claro que, como todo procedimento cirúrgico, existem riscos inerentes à cirurgia e, como toda prótese para uso médico, podem ocorrer fatos pouco desejáveis que obrigam  a  reintervenção cirúrgica e eventual troca da prótese. Outro detalhe que se deve salientar é que não existem próteses eternas; toda mulher que possui próteses mamárias deve estar ciente de que um dia precisará trocá-las, portanto o acompanhamento médico é fundamental para a determinação de quando isto deverá ocorrer.

Infelizmente devido a fatos ocorridos recentemente com as marcas de próteses francesa PIP e holandesa  Rofil, o cinquentenário  das próteses mamárias não está sendo comemorado com o entusiasmo devido. Às mulheres portadoras de próteses dessas marcas, tanto a ANVISA quanto a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica recomendam que procurem seus médicos para verificarem a condição de suas próteses e avaliar a necessidade ou não da troca. Não há motivo para pânico. O cirurgião responsável pelo implante é o profissional mais indicado para avaliar a necessidade da troca e realizá-la caso seja necessário.   

Serviço: Dr. Walfredo Fogaça - Cirurgião Plástico
Rua Pernambuco, 3460 - Redentora
São José do Rio Preto - SP

Fonte: Patrícia Ribeiro
Intermídia Comunicação
(17) 3353-2083
patricia@intermidiariopreto.com.br

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